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Purucast #07 – Death Note

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Arquivo do Autor Bella

08/09/2017

Mars, de Fuyumi Soryo

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Olá pessoal!

Cansada da vida, resolvi por em dia algumas leituras. Nessas decidi ler um mangá que estava na minha lista fazia alguns anos já. Mars (1996-2000), de Fuyumi Soryo, é um shoujo clássico que merece ser relembrado sempre que possível. Eu já havia visto muitas menções à ele em diversos momentos, mas nunca tinha lido por preconceito.

É interessante como o próprio mangá falou sobre meu preconceito logo no início. Eu não tinha vontade de ler porque o protagonista parecia ser daqueles mulherengos, provavelmente parte de gangue, fumante e cheio de si. Tudo o que eu não gosto em um protagonista. Só abro exceção para o “cheio de si” – às vezes surgem alguns personagens assim que se provam amor depois de um tempo.

Mas, no caso de Mars, meu preconceito foi logo rebatido, quando a protagonista, Kira, que pensava do mesmo jeito que eu, percebe que Rei é muito mais do que a aparência dele diz. Ambos são colegas de escola, com seus 16 ou 17 anos. Ele, tudo aquilo que eu já disse, ela, tímida, estudiosa, excelente desenhista. Agora, fica difícil de explicar porquê Mars é diferente de tantos outros mangás com personagens que se encaixem nestas exatas descrições.

Acredito que este é um dos pontos que me fizeram gostar muito do mangá. Ao longo dos 15 volumes vemos muito crescimento por parte dos protagonistas. Eles estão em constante evolução, assim como o seu relacionamento. Rei inicia como um jovem muito bonito que não leva nada a sério, a não ser corridas com motos. Ele não se importa muito com ninguém nem nada. Até que Kira aparece em sua vida.

28/08/2017

Editora DarkSide e a edição de mangá mais caprichada já lançada: Fragmentos do Horror

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Não podemos negar que as edições de mangás estão vindo cada vez mais bonitas para cá, não é mesmo? Colecionar Rurouni Kenshin, Fullmetal Alchemist e Berserk, em suas novas edições, tornou a estante de todos muito mais bonita. As editoras vêm apostando em papel de melhor qualidade, capas mais firmes e páginas coloridas. Mas, nenhuma edição está mais bonita do que o primeiro mangá lançado pela editora DarkSide, a coletânea de contos Fragmentos do Horror (Ma no Kakera, de 2013), do mestre do terror japonês, Junji Ito.

Quando a editora anunciou o mangá gerou uma forte expectativa. A capa seria dura? A qualidade geral seria como a dos livros lançados por ela? O preço elevado compensaria? Este é o primeiro quadrinho japonês lançado pela editora e o terceiro na linha de graphic novel (o quarto já está anunciado, Atômica: a cidade mais fria).

Spoiler: a edição está incrível. Eis as minhas respostas para estas questões:

25/08/2017

Shall we date?

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Olá, olá!

Hoje decidi fazer uma recomendação que fazia muito tempo que estava nos meus rascunhos aqui, então é a hora! Faz uns 2 anos (talvez mais, não tenho certeza) que Shall we date? entrou na minha vida e, pelo jeito, vai ser difícil de sair. Vem comigo conferir o que é e porquê você deveria se viciar também.

Shall we date? (Devemos namorar?, em tradução livre) é uma série de jogos no estilo dating simulator da empresa japonesa NTT Solmare Corporation. Dating simulator é um estilo bem popular por aqueles lados, onde você joga sob a perspectiva do ou da MC (main character, o personagem principal) e existe uma história com diferentes personagens “namoráveis”, normalmente com diferentes finais por personagens – ruins, normais e o desejado final feliz. Normalmente possuem gráficos no estilo de anime, o que contribui para a popularidade do gênero.

Não existem muitos desses jogos traduzidos para o português ou mesmo, inglês. Um que veio para o ocidente e se tornou muito popular foi Hakuoki, que eu já joguei e comentei aqui. Shall we date? está em inglês e seu maior diferencial é que todos os seus jogos são feitos para celular, funcionando no Android e IOS, além de também poderem ser jogados através do Facebook.

24/08/2017

Finalmente terminei de ler o mangá mais fofo do mundo: Love So Life

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Ai, gente. O tempo tá passando muito rápido. De repente, já faz mais de 6 meses que postei sobre as mudanças que o Pururin poderia vir a sofrer e mais de um ano desde a última recomendação!

Mas tudo bem. O importante é nunca desistir, não é? Então cá estou de volta e escolhi uma série muito importante para mim e para o Puru para comentar neste retorno.

Escolhi Love So Life, lá em 2011, para ser uma das primeiras séries que seriam traduzidas e colocadas para download no Pururin por causa de amor à primeira vista. Era um mangá que possuía os pré-requisitos que eu auto-defini (não ser traduzido por outro grupo de tradução em português, não ser lançado por nenhuma editora brasileira, ser fofinho – ok, esse requisito não foi utilizado em todas as escolhas de séries), além de parecer ser o tipo de história que eu gostaria de ler.

Foi aí que começou um amor de anos pela série. Escrita e desenhada por Kouchi Kaede, LSL esteve em lançamento na revista shoujo Hana to Yume desde abril de 2008 até setembro de 2015, finalizando com 17 volumes. A premissa me chamou a atenção: a história segue Shiharu Nakamura, adolescente órfã que adora crianças e sonha em ser professora de educação infantil, que acaba conseguindo um emprego como babá dos gêmeos que ajudava a cuidar na creche em que já estagiava. Esses gêmeos são sobrinhos de um lindo e jovem apresentador de jornal na TV, Seiji Matsunaga.

02/02/2017

Algumas reflexões sobre o Pururin, a vida, o universo e tudo mais

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Olá pessoas! Nossa, faz tempo, não é?

Levei um bom tempo para definir o que fazer sobre o Pururin desta vez. Quem acompanha o blog deve ter percebido que ele está completamente parado há mais de seis meses. Mas, mais uma vez, volto e tenho muita vontade de continuar utilizando o Pururin como uma forma de expressar minhas opiniões e gostos do meu jeito na internet.

O problema é que, mais uma vez, me peguei em uma mudança de fase e não sei exatamente que rumo seguir com o Pururin. Deixe-me tentar explicar: lá em 2010, nos primórdios do Pururin, ele foi criado como um blog para divulgar os trabalhos de tradução de mangás que eu e mais uns amigos fazíamos. Era para ser algo pequeno, traduzindo apenas obras que realmente gostávamos, no nosso ritmo. Mas, aí, o Pururin cresceu. Entre 2011 e 2012 começamos a tradução de mais de 20 projetos, alguns muito adorados (como Kamisama Hajimemashita!), gerando necessidade de comprometimento e equipe para manter as traduções em andamento.

Aí a vida começou a ficar complicada e vocês já conhecem a história. No final, decidi que não podia mais manter o grupo de tradução. Estava muito difícil de arrumar pessoas comprometidas e eu mesma não tinha tempo para dar continuidade às traduções sozinha. Foi aí que o Pururin passou por sua primeira grande crise de existência. O que seria dele? Para ser bem sincera, o Pururin se tornou parte importante da minha vida, fiz amigos incríveis através dele (Jazz-tan!! s2), dediquei muito tempo e dinheiro (sim, e nunca recebi absolutamente nada de dinheiro com o Pururin), e eu tenho muito amor por escrever sobre as coisas que eu gosto.

Foi aí que o Pururin chegou em sua segunda grande crise de existência. Como blog de conteúdo informativo e de entretenimento tentei manter os assuntos ligados à proposta inicial do Pururin, que são mangás e animes. Chamei alguns amigos e tentei diferenciar os conteúdos com os conhecimentos em pontos diferentes da cultura japonesa que eles possuem. Mas… o que fazer quando não se tem vontade de escrever sobre animes e mangás? Quando eu quero compartilhar alguma outra coisa, por exemplo um livro, uma série legal, coisas do tipo?

Uma inspiração minha sempre foi a Valéria Fernandes do Shoujo Café. Acho incrível a forma como ela conduz o blog há tanto tempo. Ele possui muita personalidade, muito da personalidade dela. Ela compartilha sem medo resenhas de mangás, seguidas por resenhas de séries britânicas ou uma novela da Globo (!). Realmente gosto muito disso. Ela escreve de um jeito que faz com que você queira acompanhar o blog, independente se ela está falando de mangás e coisas japonesas ou não.

Acabei criando um blog separado para falar de coisas diferentes. Mas aí nenhum dos dois blogs têm andado. Às vezes quero fazer uma crítica mais pessoal sobre algum mangá e acabo postando no blog pessoal, ficando sem o que postar no Pururin. E também entrei num momento em que mal estou tendo contato com animes e mangás. Por outro lado, li diversos livros, assisti séries e doramas. Então, porque existir essa separação?

Acredito que o Pururin vá passar por mais uma mudança. Realmente não quero parar com ele por “falta de conteúdo”. Conteúdo existe, sempre existe. Só preciso me organizar e pensar no que vai me dar mais satisfação escrevendo por aqui. E no que vocês vão gostar de ler, é claro. Muito obrigada à todos que têm nos acompanhado nessa jornada. E até mais. :)

AH! Agora em janeiro o Pururin comemorou 7 anos de existência! O tempo realmente voa!

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