05/12/2018

Ikémen Revolution – amor e magia no País das Maravilhas

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Olá! Um tempo atrás eu tinha comentado por aqui sobre meu mais recente vício no mundo dos otome games, Ikémen Sengoku (e, anteriormente, sobre Hakuoki e a franquia Shall we date?). Explorando informações sobre a empresa que criou Ikémen Sengoku, a Cybird, descobri que eles possuem mais uma série de jogos. O que foi traduzido para o inglês mais recentemente é Ikémen Revolution (lançado no Japão em 2017), que eu tratei de baixar no celular assim que possível. Vem conferir minhas impressões depois de 4 meses de jogo!

Alice reinventada (de novo)

É verdade que o gênero está saturado de histórias de romance baseadas em Alice no País das Maravilhas (como no caso do falecido Heart no Kuni no Alice: Wonderful Wonder World, da QuinRose, Shall we date? Lost Alice, Alice=Alice…), mas admiro a capacidade dos japoneses inventarem ainda mais histórias dentro desse universo, alterando as regras do País das Maravilhas de acordo com a necessidade da história.

Ikémen Revolution se passa em Cradle, nome dado ao País das Maravilhas, onde nossa Alice, que não tem esse nome necessariamente, acaba indo parar após seguir um homem que lembra muito um coelho branco na Londres do século 19. Cradle é um país onde a magia existe e é usada no dia-a-dia,  politicamente dividido por duas facções, a Red Army (Exército Vermelho) e a Black Army (Exército Negro). Existe uma área neutra, bem ao centro, chamado de Civic Center (Centro Civil) e, por mais que sejam rivais, há 500 anos os dois exércitos não entram em guerra.

Mas isto muda com a chegada da segunda Alice. A partir daí a história muda de rota para rota, porém sempre com a tensão de um conflito iminente. As duas facções são claramente inspiradas em cartas de baralho, sendo a Red Army do naipe de copas, e a Black Army, de espadas. Outros personagens, civis e neutros, também aparecem, sendo mais ou menos inspirados em personagens do livro Alice no País das Maravilhas.

A Alice da vez é adulta, na casa dos 20, e lembra um tanto a MC (main character, personagem principal) de Ikémen Sengoku. Ela é decidida, ainda que frágil em alguns momentos, mas ainda assim forte o bastante para se adaptar à nova realidade a que foi submetida. Ela também é espirituosa e tem senso de humor. Como eu já comentei na postagem sobre Ikémen Sengoku, a MC é um dos pontos fortes de ambos os jogos.

A interface do jogo é bem semelhante à de Sengoku, com jogos para aumentar a sua pontuação e existem desafios no meio dos capítulos também. A maior diferença entre os dois é que em Revolution existem cartas dos personagens, que são usadas nas batalhas com outros jogadores e são colecionáveis, exibindo tanto imagens de dentro das histórias, quanto novas, no caso de eventos. Eu gosto bastante disso porque as ilustrações de Revolution são realmente lindas! Elas são obra de uma artista japonesa que se identifica como TCB.

Os personagens

Ikémen Revolution, assim como sei irmão Sengoku, conta com um número fechado de personagens que se tornarão possível engajar romance com. Aqui, temos 14 personagens de personalidades e aparências distintas. Até o momento é possível escolher entre 6 deles, que já estão com suas rotas completamente traduzidas para o inglês. Novamente temos personagens dublados por nomes famosos no Japão, como Nobuhiko Okamoto (Katsuki Bakugo de My Hero Academia, Karma Akabane de Assassination Classroom), que dubla do rei de copas Lancelot, e Natsuki Hanae (Kousei Arima de Your Lie in April, Ken Kaneki de Tokyo Ghoul) que dubla a rainha de copas Jonah Clemence.

Para mim, os personagens de Revolution são um dos pontos altos do jogo também. É muito fácil gostar deles não apenas pela forma como interagem com a MC, mas também entre si. A amizade de Ray e Fenrir, por exemplo, é algo que eu adoro quando fica evidente e gostaria de ter conseguido ver o spin-off que falava mais sobre isso.

Comento um pouco mais sobre cada um deles abaixo:

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Red Army

  • Edgar Bright (Valete de Copas) – De aparência cavalheiresca e fala doce, Edgar na verdade é um grande sádico. Sua rota já está disponível, mas ainda não decidi jogar com ele e não sei muito bem o que esperar, já que é um personagem que sempre esconde suas intenções atrás de um sorriso.
  • Jonah Clemence (Rainha de Copas) – Ambos os exércitos têm um personagem que é mais feminino que os outros colegas, seja pela aparência ou pelas atitudes. No caso da Red Army, o posto é ocupado pela Rainha de Copas, Jonah. Com um rosto muito bonito e ações que sempre exigem o perfeccionismo, acabei gostando mais de Jonah na rota de Lancelot do que na sua própria rota. Os motivos dele parecem torpes e foi difícil para mim entender os sentimentos da MC por ele, já que ele é um completo tsundere e eu não consigo realmente gostar de personagens assim. Possui um relacionamento complexo com o irmão, Luka Clemence, da Black Army.
  • Lancelot Kingsley (Rei de Copas) – Primeira rota que peguei no jogo, a história de Lancelot é conturbada e mais obscura que as outras. Depois de jogar outras rotas, vi que Lancelot é sempre visto como o vilão, mesmo que o real vilão esteja agindo pelas sombras. O que eu gostei na rota dele é que ficamos sabendo muito sobre a história de Cradle e sobre o funcionamento da Red Army, além do desafio da MC, que é descongelar o coração do rei.
  • Zero (Às de Copas) – Ainda sem rota lançada, o pouco que se sabe sobre Zero até então vem de rotas como a de Lancelot. De aparência diferente dos demais, que possuem um ar de nobreza inerente (e os membros da Red Army de fato costumam ser da nobreza de Cradle), Zero é o Às da Red Army, o que significa que é responsável pelas operações especiais. Ele parece ter algum tipo de ligação com a Torre da Magia, lugar onde são produzidos os cristais de magia que são utilizados no dia-a-dia pela população de Cradle. A personalidade de Zero é gentil e eu tenho muita vontade de ver a rota dele, espero que saia logo!
  • Kyle Ash (7 de Copas) – Sempre bêbado, Kyle não parece ter o perfil certo para ser o médico do exército vermelho, mas, ainda assim, ele ocupa o posto. Parece ter algum envolvimento com Lancelot por conta da magia, mas a rota dele ainda não saiu, então não temos como saber quais segredos ele guarda.

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Black Army

  • Luka Clemence (Valete de Espadas) – O irmão mais novo da Rainha de Copas é um jovem tímido e que não gosta de se expor muito, ainda que seja um bravo combatente. Ele costuma cozinhar para seus companheiros de armada e todos parecem tratá-lo como um irmão mais novo. A rota de Luka ainda não está disponível, mas estou apostando que ela vai ser um tanto dramática, a julgar pelas informações sobre a família dele que conseguimos através da rota de Jonah.
  • Sirius Oswald (Rainha de Espadas) – Sirius caiu nas minhas graças lá na primeira rota que joguei, a de Lancelot. Sempre deixado meio de lado, é da natureza dele estar sempre observando de longe e tentando garantir o bem-estar de todos com quem ele se importa – o que pode incluir pessoas que não são da Black Army. Mesmo que membro do alto escalão do exército, ele não gosta de guerras e evita estar envolvido em conflitos diretamente. Seu trabalho é pelas sombras, como líder tático. Alto e mais velho que seus companheiros, que insistem em o chamar de old man, Sirius tem 30 anos e muita maturidade, o que faz com que a MC se sinta bem e protegida ao seu lado, não demorando para que se apaixone completamente. Sua rota foi a última a ser liberada em inglês, em novembro deste ano.
  • Ray Blackwell (Rei de Espadas) – O Rei de Espadas, que viemos a descobrir que conseguiu este posto por ser o mais forte combatente da Black Army, Ray parece descuidado e não se importar muito com as coisas à sua volta. A MC não gosta dele logo no início, mas acaba percebendo que a natureza despreocupada de Ray esconde camadas de gentileza e uma vontade de proteger aqueles que ama. A rota de Ray é menos pesada que a de Lancelot, mas ainda assim sabe atingir direto nos sentimentos.
  • Fenrir Godspeed (Às de Espadas) – A rota do Às de Espadas já está disponível e pretendo conferir em breve. O que me chama a ateção em Fenrir, além do fato do cabelo dele ser rosa!, é que ele tem uma grande amizade com Ray, vinda dos tempos de escola. Ambos parecem compartilhar da natureza despreocupada, mas Fenrir é ainda mais que Ray, chegando ao ponto de ser impulsivo. Ele luta com armas de fogo mágicas e, assim como Zero, é responsável pelas operações especiais da Black Army.
  • Seth Hyde (10 de Espadas) – Seth é o personagem mais feminino da Black Army. A MC acaba se tornando amiga dele em mais de uma rota, pois ele é expansivo e parece ser uma das melhores pessoas para se conversar sobre coisas que soldados não tendem a se importar, como roupas e doces. Em uma das outras rotas, a MC chega a oferecer palavras de conforto, imaginando que Seth estaria sendo forçado a ser um soldado por algum motivo, mas a realidade não parece ser bem essa. Por trás do seu sempre presente sorriso, Seth esconde segredos que até o momento não temos como descobrir, já que sua rota não está disponível ainda.

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Neutros

  • Blanc Lapin (Coelho Branco) – O famoso coelho branco que Alice segue até o País das Maravilhas em versão personificada! Blanc é muito mais velho do que aparenta e responsável por guardar os registros históricos de Cradle. Tenho a impressão de que a rota dele, ainda por sair, vai ser bem interessante, já que ele é um personagem de grande conhecimento e ainda foi um dos primeiros com quem a MC teve contato e conseguiu formar um elo de confiança. Blanc vive com Oliver, então, não raramente vemos os dois juntos durante as rotas de outros personagens.
  • Oliver Knight (Chapeleiro Louco) – Fiquei intrigada quando vi que o Chapeleiro Louco de Ikémen Revolution era um menino. Mas como assim?! A rota dele ainda não saiu, mas pelo que podemos descobrir pelas outras, Oliver é um menino de 13 anos durante o dia e, à noite, volta à sua forma original, como um homem adulto. Mal humorado, ele nunca trata a MC bem de verdade durante os seus raros encontros. Será Oliver mais um tsundere?!
  • Loki Genetta (Gato de Cheshire) – O gato de Cheshire, um dos personagens mais conhecidos de Alice, também ganha sua versão humana através do estranho Loki. Dentre todos os personagens sem rota até então, ele é o que menos têm informações disponíveis nas rotas que joguei. Não sabemos o que ele é ou o que faz, mas ele parece ser usuário de magia e vive escondido nas florestas que circundam Cradle. Parece ser próximo de Harr.
  • Harr Silver (Coringa) – Pouco se sabe de Harr fora o fato dele ser um fugitivo procurado em Cradle e um dos raros usuários de magia. A rota do Sirius é a que revela mais detalhes sobre Harr até então, mas, ainda teremos que esperar para ver a história toda quando a rota dele sair.

Conclusões

Se eu acho que o jogo vale a pena ser jogado? Eu digo que sim! Creio já ter comentado que acho eles uma forma muito válida de praticar a leitura em inglês (hoje mesmo descobri uma palavra que não conhecia) e as histórias são bastante interessantes. Eu adoraria ver um mangá da série, ou mesmo um anime, como aconteceu com Hakuoki.

Acho interessante a forma como as rotas acontecem, elas costumam ser completamente distintas, assim como a forma como a MC encara o romance e o pretendente. Das 6 rotas disponíveis até então joguei 4 delas: Lancelot, Ray, Jonah e Sirius. Apesar de não ter finalizado totalmente ainda, acredito que a rota do Sirius vai ser minha preferida entre todas. Gostei muito da personalidade do personagem e acontecem coisas muito legais (e fofas!), que me fizeram dar risada em voz alta mais de uma vez. Minha segunda rota preferida é a do Ray, que é mais dramática, mas não tanto quanto a terceira, a do Lancelot, que se prova um personagem atormentado pelo passado e pelo próprio poder. Devo dizer que a rota dele é interessante para conhecer as tretas de Cradle logo de cara, não pelo romance em si. Já a rota do Jonah não é ruim, mas o personagem é muito tsundere para mim. Não costumo me dar bem com esse tipo de personagem.

Pretendo jogar com o Fenrir depois de terminar a rota do Sirius no modo romântico e, por último, a rota do Edgar – que, cá entre nós, é um super-sádico e eu estou um pouco preocupada com o rumo da rota dele, haha. Espero que mais personagens venham logo para a versão em inglês. Pelo que pude conhecer dos personagens até então, gostaria muito de jogar com o Zero, o Kyle e o Blanc. Não que os outros personagens não pareçam interessantes também, mas estes foram os que mais me chamaram a atenção no decorrer das rotas que já joguei.

E você? Já jogou Ikémen Revolution? Pretende jogar? Qual é a sua rota preferida? Me conta nos comentários! :)

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