26/03/2018

6000 (Rokusen)

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Eu amo histórias de terror! Amo mesmo! Mas, quanto mais eu leio ou assisto histórias do gênero, mais insatisfeita eu fico. Parece que nunca é assustador o suficiente. Ou que a história não é muito convincente. Às vezes, um detalhezinho abala a história toda (alô, Alive! – talvez eu faça uma resenha dele aqui qualquer hora).

Sei que faz tempo que o Pururin tá parado (a vida adulta não tá sendo fácil, como esperado), então eu estou com uma lista enorme de coisas para fazer resenhas por aqui. Mas, para começar, pensei em trazer um dos melhores mangás de terror que li ano passado e que me deu esperanças de que tem muito mangá de terror interessante por aí ainda. Vem comigo!

6000

6000, ou Rokusen, ou Deep Sea of Madness, de Koike Nokuto, é um mangá seinen lançado a partir de 2010 na revista Comic Birz, da editora Gentosh, e finalizado com quatro volumes. Antes das minhas impressões, vamos à sinopse, baseada na do MangaUpdates.

Depois de um trágico acidente em uma grande instalação a 6000 metros abaixo da água que matou seus trabalhadores, a instalação foi abandonada por três anos. Depois que a empresa japonesa que a possui for comprada por uma empresa chinesa, a instalação será aberta novamente. Kadokura Kengo e seu colega Danzaki são enviados junto com a equipe reabrindo a instalação subaquática. No entanto, imediatamente, um ‘acidente’ feriu gravemente Danzaki. Kengo é deixado sozinho com colegas que ele não confia em um ambiente subaquático misterioso que pode ter mais do que aparenta …

A sinopse me comprou demais quando resolvi ler o mangá. Temos um ambiente perfeito para incitar o medo: uma instalação submarina claustrofóbica de onde não é possível sair sem permissão. Agora, some a isso incidentes estranhos envolvendo misteriosos acidentes, luzes que se apagam deixando as personagens no breu total, o estranho acidente no passado que não foi devidamente explicado e, para piorar, estranhos aparecimentos que são de congelar o sangue.

6000

O mangá é interessante principalmente por causa desse desconforto claustrofóbico que foi trabalhado muito bem pelo autor. Por mais que a história conte com sua parcela de sobrenatural, eu achei que ficou bem encaixado no história (diferente de tantas outras histórias do gênero). Não estamos falando de fantasmas ou entidades clichês e simples de serem compreendidas. Até o último momento tentamos entender o que está acontecendo, se é culpa de alguém ou de algo, junto do protagonista Kengo.

Agora, falando tecnicamente, achei o traço bom, simples, mas o que realmente merece destaque é a forma como o autor fez uso dos contrastes e espaços negativos. Foi utilizado muito nanquim nas páginas desse mangá, já que não é raro cenas que envolvam o exterior da instalação, ou então corredores compridos mal iluminados. A arte cria grande parte do clima da história, por isso é um ponto muito positivo mesmo.

Quatro volumes foram um bom tamanho para a história, que se fecha completamente no final. Indicaria ele para qualquer um que goste do gênero e quer ler algo curto e satisfatório.

É isso, pessoal. Eu realmente quero voltar a lançar coisas por aqui com alguma frequência. Talvez a gente venha com umas novidades mês que vem, mas não vou prometer nada por enquanto.

Gostaria de pedir para quem lê por aqui ainda que comente e nos diga o que acha das postagens, se o formato é bom, se os temas são legais, se podemos mudar alguma coisa. Lembrem que esse tipo de feedback é muito importante para incentivar os produtores de conteúdo online, então não deixam de comentar em todos os lugares que vocês gostam de acompanhar!

Até a próxima, pessoal! ❤

 

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