25/08/2017

Shall we date?

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ninja2

Olá, olá!

Hoje decidi fazer uma recomendação que fazia muito tempo que estava nos meus rascunhos aqui, então é a hora! Faz uns 2 anos (talvez mais, não tenho certeza) que Shall we date? entrou na minha vida e, pelo jeito, vai ser difícil de sair. Vem comigo conferir o que é e porquê você deveria se viciar também.

Shall we date? (Devemos namorar?, em tradução livre) é uma série de jogos no estilo dating simulator da empresa japonesa NTT Solmare Corporation. Dating simulator é um estilo bem popular por aqueles lados, onde você joga sob a perspectiva do ou da MC (main character, o personagem principal) e existe uma história com diferentes personagens “namoráveis”, normalmente com diferentes finais por personagens – ruins, normais e o desejado final feliz. Normalmente possuem gráficos no estilo de anime, o que contribui para a popularidade do gênero.

Não existem muitos desses jogos traduzidos para o português ou mesmo, inglês. Um que veio para o ocidente e se tornou muito popular foi Hakuoki, que eu já joguei e comentei aqui. Shall we date? está em inglês e seu maior diferencial é que todos os seus jogos são feitos para celular, funcionando no Android e IOS, além de também poderem ser jogados através do Facebook.

Ícone do jogo gratuito (esquerda) e pago (direita).

Ícone do jogo gratuito (esquerda) e pago (direita).

No momento, existem 20 jogos gratuitos (possuem o logo da empresa em branco com o fundo vermelho, além de possuírem um “+” no final do título) e 22 pagos (com cores invertidas, logo rosa e fundo branco), você pode conferir as listas completas no site oficial. Muitos dos jogos gratuitos são, inclusive, baseados nos jogos pagos. Por mais que os gratuitos realmente não exijam que você gaste dinheiro para, por exemplo, escolher a rota de um determinado personagem, existem aquelas limitações que os jogos freemiun estão utilizando atualmente.

Dentro os jogos que eu joguei (14 deles!), é possível acumular tickets de leitura de capítulos, um a cada quatro horas, ficando com no máximo 5 acumulados. Então, demora um pouco para ler a rota de um personagem, a não ser que você pague por mais tickets, é claro. Além disso, é possível acumular a moeda gratuita do jogo, que você pode usar para comprar itens. Cada jogo possui sua própria moeda e os itens que são possíveis serem comprados são diferentes de um jogo para o outro.

Eles também possuem um avatar da MC e do personagem cuja rota foi escolhida, que podem ser personalizados com roupas e acessórios adquiridos através de eventos, checkpoints durante a leitura dos capítulos, loja de itens do jogo, mini-games, entre outros. Cada jogo possui diferentes atividades para acumular pontos e itens, seguindo um mesmo padrão.

É interessante observar a evolução dos jogos através do seu formato em tela. Os primeiros foram feitos para resoluções menores e isso pode ser facilmente percebido. Os mais atuais são em formato widescreen, ocupando horizontalmente toda a tela, além de estarem com gráficos muito bonitos. De qualquer forma, eu diria que jogar os mais antigos ainda vale a pena por causa das histórias.

Diferenças entre as interfaces mais antiga (acima, à esquerda), intermediária (acima, à direita) e mais recente (abaixo).

Agora, sobre as histórias, eu diria que é o ponto alto da franquia Shall we date?. Existem diferentes temáticas, para tudo quanto é gosto, desde ninjas, bruxos e vampiros, até histórias com pessoas normais e modernas, e baseadas em histórias clássicas, como Sherlock Holmes, Alice no País das Maravilhas e O Mágico de OZ. Vou comentar a seguir os meus jogos preferidos, mas, no geral, os jogos mais atuais estão em constante evolução sobre a história, uma vez em que novos personagens são inseridos de tempos em tempos, dando novas possibilidades de escolha de romance e novos rumos para a história. Acho interessante a forma como esses acréscimos são feitos, pois diferem bastante entre os jogos, por isso vou precisar comentar separadamente.

E, falando em romance! Existe uma coisa que me deixa bem triste no jogo. Às vezes, é preciso fazer uma escolha de item em checkpoint, onde o item que pode ser comprado com o dinheiro gratuito do jogo abre uma rota “normal”, ou seja, menos romântica, e o item premium abre uma rota especial, que fica guardada nas memórias para ser relida em qualquer momento e é mais romântica. Felizmente, isto não interfere no andamento do jogo nem no final. Mas, é triste, né. Eu queria ver as cenas mais românticas sem ter que gastar dinheiro. Paciência.

Vou falar agora um pouco mais especificamente dos três jogos (todos gratuitos) que ainda jogo até hoje:

Shall we date? Wizardess Heart+

wizardess

Este foi meu primeiro Shall we date?! Por que? Bem, quando encontrei a franquia no Google Play, este era o primeiro que aparecia nos resultados. Para mim, ainda é um dos melhores, apesar de não ser o mais romântico. A MC (a minha se chama Alice!) é uma garota, órfã, que vive em uma pequena vida de um país imaginário onde ajuda a comunidade com sua habilidade de falar com animais. Um dia, ela recebe uma carta dizendo que ela foi aceita na prestigiada academia para magos, a Gedonelune Royal Magic Academy.

Lá, ela percebe que não é uma boa maga e que está em período provisional, ou seja, em seu 13º dia na academia, ela será julgada e descobrirá se poderá ser uma estudante regular ou não. Aí, já sabemos como a história vai funcionar. Serão 13 dias no jogo e o final ruim provavelmente será sobre ela não sendo aceita, enquanto o bom é o oposto. E onde entram os garotos bonitos nesta história? Nossa MC se encontra com diversos garoto nas aulas e, em cada rota escolhida, ela se deparará com algum deles em especial e descobrirá que eles serão buddies durante o seu tempo na escola. O que são os buddies? Deixo para o jogo explicar. O que importa é que este contato irá levar à uma aproximação e um romance pode vir a se desenvolver!

O interessante de Wizardess Heart+ é que é um dos jogos que mais ganha personagens (atualmente são 14! Não devo ter jogado nem 8 ainda, e só os finais felizes…). E a história não fica repetitiva porque estes personagens são divididos em grupos de 3, onde um mistério se fecha. Alguns personagens são muito bonzinhos, outros nem tantos, é divertido escolher e ver o andamento dos mistérios. Devo dizer que me traumatizei um pouco com minha primeira escolha, deve ter sido, de longe, o pior personagem que eu já escolhi em todos os jogos. Não sinto vontade de voltar para a rota dele. Ainda bem que ainda existem muitas outras para jogar.

Não existe nenhuma rota em particular para começar. Também não joguei nenhuma das histórias completa até agora. Estou terminando a primeira, que inclui Elias, Yukiya e Luca. Meu critério de escolha tem sido os mais bonitos e que parecem ter melhor personalidade. Nesse quesito, recomendo começar com Elias ou Klaus, os irmãos Goldstein, que são os personagens mais populares do jogo, mesmo que suas personalidades não ajudem muito logo de cara.

Shall we date? Blood in roses+

blood

Eu levei um tempinho até ter coragem de jogar Blood in roses+. Normalmente, tenho bastante preconceito com histórias de vampiro (sou muito fã das Crônicas Vampirescas, da Anne Rice, me parecem os únicos vampiros “reais”, haha), então levei algum tempo para ter vontade de experimentar ele. Antes, eu já vinha jogando outros e aquela espera para conseguir tickets acabou me levando a querer jogar outros, então, dei uma chance.

Não me arrependi. Blood in roses+ teve uma das melhores histórias até agora. Em vez de 3 personagens fecharem uma história, como no Wizardess Heart+, neste foram sendo acrescentados personagens até o ponto de que a história se fechou e um grande plot twist aconteceu. Totalmente inesperado, mas muito satisfatório. A partir de então, iniciou-se uma segunda temporada, mas, para minha total surpresa, com outra MC, no que parece ser um universo paralelo, onde os mesmos personagens da primeira temporada aparecem, mesmo que às vezes um pouco diferentes.

Por este motivo, fica um pouco difícil de explicar o plot. A primeira temporada é guiada pela MC, humana, que é atraída até um castelo no meio de uma floresta, onde ela descobre que vampiros e outras criaturas vivem. O castelo é, na verdade, um hotel que está ruindo porque seu dono original, o primeiro vampiro, sumiu depois da morte de sua amada, e deixou uma espécie de testamento em vida. Seu descendente que se apaixonasse e fosse correspondido por uma descendente da sua falecida amada humana se tornaria o novo dono do castelo e a destruição pararia.

Assim, nos deparamos com diversos personagens, alguns vampiros, outros não, alguns querendo que a vontade do vampiro original seja cumprida, enquanto outros só querem que a MC saia de lá. Algumas rotas me surpreenderam muito, enquanto outras não foram tão boas quanto achei. Mas quando a história se completa, a coisa fica muito boa. Então, uma dica: deixe a rota do Spade por último. Talvez seja uma boa ideia começar pelos irmãos Alfred ou Rupert, que são os vampiros que a MC conhece logo no prólogo. Mas a escolha de outro personagem no início não vai estragar a experiência. A não ser o Spade.

Já a segunda temporada tem como MC uma caçadora que entra na floresta a fim de descobrir porque ultimamente tantos monstros têm atacado sua vila. Em troca, o prefeito da vila irá pagar uma boa quantia, que a MC poderá usar para comprar remédios para sua irmã doente. Na floresta, ela encontra um castelo que serve de hotel para criaturas mágicas e descobre que ele não tem nada a ver com o que está acontecendo na sua vila. Existe um mistério e um vilão por ser descoberto. Estou gostando do andamento e achei os novos personagens bem carismáticos, com romances bem interessantes. Como só existem 4 personagens lançados até o momento, dos quais joguei com 3, não acho que tenha problema começar com qualquer um deles.

Aliás! Este é um dos pontos altos do Blood in roses+. Ele tem romances um pouco mais apimentados. Nada explícito, é claro, mas existem algumas descrições um pouco mais interessantes, além de o romance se desenvolver mais rápido do que no Wizardess Heart+, por exemplo. Aqui, se tratam de adultos e, bem, é mais fácil um romance avançar num hotel do que numa escola restrita.

Shall we date? Ninja Shadow+

ninja

Ninja Shadow+ é um dos jogos mais recentes da franquia e se encontra no novo formato. Ele é relacionado com um jogo bem mais antigo, o Ninja Assassins+. Se você jogou este, vai encontrar diversas familiaridades, além dos personagens que voltam, mas desta vez não como possíveis pares da MC.

Desta vez, a MC é uma ninja que está viajando com seu irmão até Nagasaki. Ela e Kaname (o nome padrão dele, que mantive) são gêmeos idênticos e, não raramente, ela assume seu lugar para protegê-lo. Ele foi contra, mas ela insistiu em ir junto com ele até Nagasaki, onde ele trabalhará com o Vigilantes, um grupo de justiceiros, em troca de suporte para sua vila, que está passando por dificuldades. O problema é que Kaname morre no caminho, ao salvar uma mulher grávida em um incêndio. A MC, vendo a morte de seu irmão e o culpado (que terá sua identidade revelada posteriormente), decide se passar por ele e, em Nagasaki, continuar o trabalho de seu irmão enquanto busca por vingança.

Temos aqui um clássico gender bender, onde a garota se passa por garoto e algumas situações interessantes acontecem por causa disso. Não joguei muito dele, estou em minha terceira rota, mas vi que ele segue o mesmo esquema de diferentes focos na história que o Wizardess Heart+. Mas, também acontece algo diferente, que é uma segunda temporada com o mesmo personagem. Não sei se é uma história alternativa ou se uma continuação do romance, mas pretendo descobrir em breve. Estou jogando a rota do Asagi, padre xintoísta que descobre cedo que a MC é, na verdade, uma mulher, e ele é um dos dois únicos personagens que já tem segunda temporada. Vou aproveitar e seguir com ele.

O maior chamariz de Ninja Shadow+ é o gender bender, porém o mistério também é bastante atraente e os personagens, interessantes. Além, é claro, da nostalgia ao reencontrar antigos amores do Ninja Assassins+ (Souji-senpai!). Porém, até agora o romance me decepcionou um pouco. Minha primeira rota foi bastante fraca em romance (apesar da cena digna de Coffee Prince no final) e a segunda foi com um personagem de personalidade bem complicada. Estou com altas expectativas no Asagi-senpai. Por favor, me note, senpai!

Vale a pena jogar?

Sim, com certeza! “Ah, mas eu não sei inglês…”, aí que é bacana! Diria que é uma boa oportunidade para aprender. Eu aprendi inglês praticamente sozinha lendo mangá. Ajuda bastante. O romance pode ser um incentivo a continuar e um bom motivo para não desistir. Se você já sabe inglês, se jogue. São jogos que podem ser jogados casualmente, onde o máximo que acontece é perder alguns itens que expiram na caixa de entrada caso não possa jogar todos os dias.

Para quem gosta de ler (principalmente romances) estes jogos são um prato cheio. Pretendo comprar algum dos pagos futuramente (provavelmente o Demon’s Bond, que me lembrou um pouco Hakuoki) e conferir, mas acredito que são bons jogos pois os gratuitos já me conquistaram.

Ufa! Sinto que falei muito, mas ainda podia falar mais (fora que nem enlouqueci com os husbandos – Klaus-senpai, kyaaaa! (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧). Espero que gostem deste tipo de recomendação. Em breve posso vir falar deles em particular, caso queiram saber mais sobre os jogos, principalmente porque comentei mais sobre as histórias do que elementos técnicos dos jogos e também sobre os títulos que joguei mas não comentei aqui.

Até mais pessoal! ❤