24/08/2017

Finalmente terminei de ler o mangá mais fofo do mundo: Love So Life

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Ai, gente. O tempo tá passando muito rápido. De repente, já faz mais de 6 meses que postei sobre as mudanças que o Pururin poderia vir a sofrer e mais de um ano desde a última recomendação!

Mas tudo bem. O importante é nunca desistir, não é? Então cá estou de volta e escolhi uma série muito importante para mim e para o Puru para comentar neste retorno.

Escolhi Love So Life, lá em 2011, para ser uma das primeiras séries que seriam traduzidas e colocadas para download no Pururin por causa de amor à primeira vista. Era um mangá que possuía os pré-requisitos que eu auto-defini (não ser traduzido por outro grupo de tradução em português, não ser lançado por nenhuma editora brasileira, ser fofinho – ok, esse requisito não foi utilizado em todas as escolhas de séries), além de parecer ser o tipo de história que eu gostaria de ler.

Foi aí que começou um amor de anos pela série. Escrita e desenhada por Kouchi Kaede, LSL esteve em lançamento na revista shoujo Hana to Yume desde abril de 2008 até setembro de 2015, finalizando com 17 volumes. A premissa me chamou a atenção: a história segue Shiharu Nakamura, adolescente órfã que adora crianças e sonha em ser professora de educação infantil, que acaba conseguindo um emprego como babá dos gêmeos que ajudava a cuidar na creche em que já estagiava. Esses gêmeos são sobrinhos de um lindo e jovem apresentador de jornal na TV, Seiji Matsunaga.

Além de interessante, o mangá chama a atenção pela arte. Mesmo que siga o traço tradicional de mangás shoujos da época em que foi lançado, não é todo mangaká que tem a habilidade que Kaede-sensei tem para desenhar bebês e crianças pequenas. A cada capítulo no deparamos com os gêmeos utilizando roupas fofíssimas em situações engraçadas ou emocionantes.

O plot é bem cotidiano mesmo. Shiharu estuda como qualquer outra garota de sua idade, precisa lidar com sua vida de órfã vivendo num abrigo com outras crianças na mesma situação, se diverte com sua melhor amiga, Rio. Porém, ser babá faz com que cada dia de sua vida seja diferente e que ela se apegue muito aos bebês, Akane e Aoi, e seu tio, Seiji. Esse apego acaba se tornando parte importante para a história depois de um tempo, mais do que o romance que, muito lentamente, se forma entre Shiharu e Seiji.

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Então, eu realmente recomendo Love So Life por dois grandes motivos: Akane e Aoi. Os bebês são a maior graça da história, entrando em situações divertidas e nos mostrando o mundo através do seu olhar. É claro que Shiharu e Seiji também são personagens muito legais, bem construídos, mas, na maior parte do tempo, eles também são muito perfeitinhos e há extremamente poucos pontos na história em que o coração dá saltos por causa do romance deles. Eu gostei bastante do desfecho (a Jazz-tan não tanto, ela torcia muito para que acontecesse outro casal ali, haha), mas, não leia LSL pelo romance, ou poderá acabar se frustrando.

Outro ponto bastante positivo foi a evolução do traço da Kaede-sensei. Os desenhos eram lindos já no início, mas foram ficando mais limpos e bem traçados com o tempo, me agradando muito. Além disso, o padrão das capas dos mangás da editora Hakusensha mudou em algum momento nos últimos anos (reparem!), colaborando em deixar a série muito bonita. Só fico imaginando a frustração de quem colecionou a versão japonesa e teve um pedaço da coleção com capas diferentes…

Finalizando, sim, recomendo muito LSL. Inclusive, adoraria que alguma editora brasileira trouxesse ele para cá. Por enquanto, acredito que só existam scans em inglês por aí, apesar de estarem traduzindo para o espanhol em uma boa velocidade também. Sei que alguns grupos deram continuidade à ele em português, espero que terminem em algum momento próximo.

E para quem já leu e ficou órfão de LSL, desde 2015 está saindo no Japão uma novel chamada Love So Life – When the Cherry Blossoms Bloom que, pelo que eu entendi, dá maior destaque aos gêmeos. Além disso, a partir de 2016 também está sendo lançado um mangá spin-off chamado Love So Happy, com a seguinte sinopse:

Os gêmeos, Aoi e Akane, vivem com seus avós do lado de sua falecida mãe e seu pai. Eles agora são alunos do quinto ano e estão prestes a começar a tomar os primeiros passos para a vida enquanto abraçam novos encontros e novas experiências por conta própria.

Ambas as séries ainda não possuem traduções. Quem sabe em algum momento em breve tenham, não é? Estou particularmente interessada em ler o Love So Happy.

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E isso, pessoal. Devo voltar em breve com mais algumas recomendações (até que li alguns mangás interessantes no último ano!). Por favor, não deixem de comentar caso queiram ver alguma review em especial por aqui ou outro tipo de artigo. Até breve! ❤