11/01/2016

Primeiras impressões – Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu

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showa

Olá queridos, como vão? Eu e o Henrique decidimos começar uma nova tag por aqui, a “primeiras impressões”, onde falaremos o que achamos do primeiro, ou primeiros, episódios de animes, ou mangás, eventualmente, diferente das recomendações, onde buscamos recomendar apenas o que gostamos e que já está finalizado.

Desta vez, vamos comentar alguns animes da temporada de inverno 2016, que estão começando a sair agora. Nós escolhemos de forma aleatória, mas é claro que lemos as sinopses e acabamos indo naqueles que nos pareciam mais legais, ou que geraram mais expectativas, ou mesmo que parecesse bizarro o suficiente para merecer uma olhadinha.

O primeiro anime que venho comentar é um que, admito, escolhi pela capa. Gosto de coisas históricas, senti algum interesse ao ver a imagem de capa do anime, com quimonos e uma aparência mais tradicional. Originalmente não sabia de nada sobre o que se tratava, assisti bem na surpresa mesmo.

O primeiro episódio, lançado último dia 9, possui cerca de 47 minutos, para minha surpresa. Ainda não descobri o motivo, mas pensei logo de cara que eu devia ter pelo menos lido a sinopse, porque se não fosse bom, ia ser um bom tempo perdido. Mas muito me enganei. O tempo passou muito rápido e já vamos aos motivos. E sim, vai ter spoilers do episódio, então prepare o coração.

Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu no apresenta Yotaro, algo como anti-herói, ou homem estúpido, um homem que acaba de ser liberado da prisão, onde passou um tempo não definido preso por motivo igualmente desconhecido para nós. Assim que ele sai de lá, ele tem apenas um objetivo: encontrar Yakumo, um contador de histórias cômicas tradicionais, em um monólogo, uma arte chamada rakugo, que fez uma apresentação na prisão de uma história chamada “Shinigami”. Yotaro se apaixona pela apresentação de Yakumo e decide que se tornará seu aprendiz.

Assim que consegue encontrar o artista, Yotaro, como o próprio Yakumo o apelida, descobre que ele nunca aceitou nenhum aprendiz mas, por algum motivo, ele vê em Yotaro algo que, pela primeira vez, o faz ter vontade de ter um pupilo.

É claro que o fato de Yotaro não ter nada na vida nem para quem voltar pode ter pesado, mas Yakumo se mostra um homem frio e rígido, às vezes sem um pingo de compaixão. Vemos isso em seu tratamento com Konatsu, uma jovem mulher que descobrimos ser filha de outro contador de histórias, às vezes mostrado como um rival de Yakumo, dono de um estilo muito distinto.

Konatsu se mostra grande entusiasta pelo trabalho do pai e estuda sozinha sua contação de histórias. Como Yakumo não ensina nada à Yotaro, apesar deste ser seu aprendiz, é ela quem acaba apresentando o estilo de seu pai à ele, que o cativa e se torna o estilo que mais combina com ele. Konatsu, por sua vez, é muito boa no rakugo, mas por ser mulher não existe forma dela se tornar uma contadora de histórias, uma vez que é uma arte totalmente masculina. Ela também, apesar de viver desde pequena sob proteção de Yakumo, o culpa pela morte de seu pai, que ela apenas sabe que parece ter sido um acidente, e é apenas isso que nos é permitido descobrir neste primeiro episódio. O próximo episódio parece que nos mostrará um pouco mais da relação entre Yakumo e o pai de Konatsu, no passado.

Não sei precisar em que ano se passa esta história. Todas as pessoas envolvidas no mundo de Yakumo vivem de forma tradicional. Às vezes vemos alguns contrastes, como as roupas de Konatsu ou equipamentos como televisão, mas no geral, todos estão de quimino, e em determinado momento, Yakumo chama uma daquelas carroças puxadas por uma pessoa, sabe? Existem outras pistas, mas não me arrisco a chutar. Segundo encontrei por aí, se trata da era Showa, um período entre 1926 e
1989.

O anime terá 13 episódios e está sendo produzido pelo Studio Deen. A animação está muito bonita, adorei a trilha sonora com instrumentos tradicionais e não achei o episódio nem um pouco maçante, apesar de ter sim longos monólogos interpretados pelos personagens. Dá até para entender um pouco sobre a arte e ver que, de fato, ela pode ser divertida.

A história original vem do anime homônimo de Kumota Haruko, em lançamento na revista Itan, da Kodansha, desde 2010. Se trata de um josei histórico, com comédia e drama, e já conta com 8 volumes completos. Não sei dizer o quanto disto o anime irá cobrir, mas estou ansiosa por mais episódios. Achei muito interessante, muito mais do que pensei se seria, inicialmente. Deixo o 3º vídeo promocional do anime para apreciação no final do post.

E é isto, obrigada por ler até o final e espero ter feito meu papel em convencer você a acompanhar este anime junto com a gente. É possível que eu venha comentar sobre o anime novamente assim que terminar de ver os 13 episódios, dependendo se gostar do andamento geral dele. Para quem quiser assistir, o primeiro episódio já está disponível pelo Crunchyroll, no momento provavelmente apenas para assinantes, mas em breve para todos. Até a próxima!