11/10/2015

Fire Emblem: Awakening Parte 2

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Olá galera do Pururin! Volto hoje com a segunda parte da Review de Fire Emblem: Awakening para o 3DS. Se alguém perdeu a primeira parte, pode acessá-la aqui. Hoje vamos falar um pouco sobre a apresentação, os personagens e a história.

Os gráficos são bonitos para o 3DS, apesar de que comparado com os consoles de mesa atuais, eles não são muito avançados. O mapa possui uma mistura de 3D com os sprites dos personagens em 2D que exalam personalidade, e permitem facilmente identificar cada classe e personagem. O uso da tela inferior para exibir os atributos dos personagens imediatamente é uma bela adição e permite facilmente analisar cada unidade do mapa. Durante as batalhas, a câmera muda para uma luta com modelos tridimensionais dos personagens. Infelizmente, às vezes o framerate cai um pouco quando o 3D estiver ligado e algumas animações mais pesadas (como as magias mais avançadas) forem exibidas, mas fora isso, o gráfico é muito agradável e bonito. Aliás, as cutscenes são pré-renderizadas e ficam simplesmente exuberantes vistas no console.

As batalhas mostram modelos 3D dos personagens

As batalhas mostram modelos 3D dos personagens

A música de Fire Emblem é sempre muito épica e consegue expor as emoções necessárias para cada capítulo, sejam elas sentimentos de alegria, de determinação, de comédia, de romance, ou até de tristeza, a trilha sonora não deixa nenhum pouco a desejar. A maior parte da história se dá por texto em balões, e é por meio deles que os personagens interagem. Existe voice acting para complementar esses diálogos, mas são frases curtas e repetidas com uma certa frequência, e são usadas apenas para dar o tom à conversa. Não é o ideal, mas ajuda consideravelmente para dar personalidade às suas unidades. Aliás, é simplesmente épico quando um personagem vai dar um golpe crítico e a aparece o retrato dele com sua frase de efeito. Além disso, para os que têm apreço pelo voice acting oriental, o jogo permite que se utilize as vozes originais em japonês, só que devido a um bug, é preciso fazer a modificação toda vez que o jogo é iniciado.

Time to tip the scales!

Time to tip the scales!

Cada personagem em Fire Emblem é único, e possui personalidade, um passado, sonhos, e aspirações, mas o grande diferencial é que se algum deles cair em batalha, ele não retorna no capítulo seguinte, ele morre e não há mais como recuperá-lo. Isso é, se você jogar no modo classico. Awakening é o segundo jogo a incluir o modo casual, onde se alguém morrer, ele retorna no capítulo seguinte. Apesar do elenco ser bem diversificado e interessante, eles sofrem pelo fato de que, como eles são capazes de morrer a qualquer momento, a narrativa não pode integrá-los na história além de suas cenas de recrutamento. Portanto, se um personagem não for utilizado, apenas suas impressões iniciais ficarão marcadas.

Em Awakening, cada personagem possui um quirk, um traço de personalidade bem marcante, como Sumia ser extremamente desastrada, ou Kellam passar despercebido por todo mundo. Eles servem para dar um gostinho do personagem, mas se não os utilizarmos, é tudo o que vamos lembrar deles, o que faz com que pareçam supérfluos. Entretanto, quando eles são utilizados em batalha próximo a um companheiro, conversas de suporte são desbloqueadas, aprofundando as relações entre os personagens, desenvolvendo suas personalidades e aprimorando seus desempenhos em combate quando estão lado-a-lado. Se dois deles passarem lutando por tempo o suficiente juntos, podem inclusive chegar ao ponto de casamento e filhos.

Além disso, é possível que o jogador crie seu próprio personagem no início do jogo, podendo nomeá-lo, escolher seu gênero, sua aparência e seus pontos fortes e fracos. Esse avatar acaba se tornando o estrategista do exército, ou seja, ele atua como o jogador, decidindo quem vai onde, e quem ataca quem. Infelizmente, ele é apelão demais! Não sei o que os desenvolvedores estavam pensando quando estavam balanceando o jogo, mas devido às suas habilidades, é muito possível solar o jogo inteiro apenas com o Avatar e Chrom (o lorde e protagonista do jogo que é mandatório em todas as fases) se você conhecer bem as mecânicas do jogo. Além disso, no arco final, ele praticamente rouba o lugar do protagonista, focando a história em si mesmo.

Crie seu Avatar

Crie seu Avatar

A história nunca foi o forte de Fire Emblem, sempre foi mediana e usada mais como motivação pro gameplay, mas Awakening realmente deixa a desejar. Ela começa com o seu Avatar acordando em um campo com amnésia (cliché much?) e se juntando ao príncipe Chrom, e posteriormente encontrando um guerreiro misterioso que atende pelo nome de Marth, o herói do primeiro jogo. A partir daí eles se juntam para defender o reino em uma história que se enlonga por 3 arcos e um salto temporal. O primeiro arco é o mais interessante, com bastante carga emocional, apesar de deixar algumas pontas abertas. Entre os arcos 1 e 2, há um salto temporal de 3 anos, e a partir daí começam a aparecer as inconsistências. A segunda parte do jogo é totalmente desnecessária em questão de storytelling, e serve apenas para distrair dos acontecimentos do terceiro arco, o qual até chega a ser passável em quesitos de história, mas que é infestada de plot holes, clichés e decisões duvidáveis. No geral, a história é relativamente medíocre, mas basta como pano de fundo pro gameplay e para os personagens.

É isso por hoje pessoal! Semana que vem a parte final da review vai ao ar, falando sobre Rejogabilidade, DLCs, o futuro da série e minhas considerações finais. Por favor, comentem e dêem sugestões sobre como estão os posts. Até mais!